O debate de 2018 será qualificado?

João Paulo Jales dos Santos. Estudante do curso de Ciências Sociais da UERN

Faltando pouco menos de um ano para a campanha presidencial há muitas dúvidas acerca dos postulantes ao Palácio do Planalto.

As indagações sempre estiveram postas em ano pré-eleitoral, no entanto a especificidade do atual momento que atravessa o Brasil leva a um embaraço que ainda não havia sido visto nas últimas décadas.

As perguntas são sempre ótimas para analistas, e péssimas para os políticos, afoitos que são para rápidas definições no quadro eleitoral.

Mas algumas ponderações podem ser feitas no estágio da pré-campanha. Lula é o favorito, o candidato a ser batido, só que a insegurança jurídica que o rodeia complica tudo no tabuleiro eleitoral.

Geraldo Alckmin ainda não é um nome de peso para as forças de direita, o governador de São Paulo patina num baixo nível de competição.

Michel Temer com a assombrosa impopularidade que carrega não tem condições de alçar um candidato seu a vitória.

Nomes como Ciro Gomes, Álvaro Dias e outros, se saírem candidatos, carregam a hesitação de qual a real capacidade de influírem na disputa. As peças estão bastante embaralhadas.

O jeito é aguardar os próximos meses para que tenha-se mais tendências a certezas do que a incertezas.

A pergunta título deste artigo cumpre papel primordial numa corrida presidencial: o quão será qualificado o debate das ideias para o desenvolvimento do país e melhoria de qualidade de vida da população?

Nas últimas eleições o debate dos temas vacilou para um campo limitado, não passando de proposições fáceis para problemas complexos.

A conjuntura que nos cerca permite que a campanha do próximo ano possa transcorrer de modo que os candidatos apresentem projetos que tragam ganhos efetivos para a vida dos brasileiros.

Reforma trabalhista, previdenciária, da educação, até mesmo um debate sobre uma tributária, são temas espinhosos que já estão no centro da discussão nacional.

A isso têm-se a temática da corrupção, dos costumes, da privatização. Como administrar competentemente o orçamento público?

Qual a saída de um serviço público precário para um serviço com eficácia no atendimento a população?

Perguntas como essas são itens essenciais na agenda de um estadista.

O ano vindouro terá um pleito onde os brasileiros estarão com um nível econômico de vida que recua a patamares de quase uma década atrás, trazendo enorme passivo social com a deterioração da qualidade de vida e implosão de larga escala da violência em todas as localidades do país.

Como se vê não faltarão temas para que aqueles que querem gerir o país apresentem soluções concretas para o eleitorado.

É saber se os vários elefantes na sala do debate eleitoral serão mais uma vez solenemente ignorados como nos pleitos anteriores.

Mais um embuste no debate das ideias significa mais atraso para um país que necessita urgentemente de ideias inovadoras para alçar melhorias em seus níveis de desenvolvimento.

Abre-se uma janela de oportunidade para o bom debate.

Não tê-lo é uma ameaça de instabilidade para as próximas gerações.

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