Plano de governo “Ceará Veloz” atropela o RN, que perde área de livre comércio e fica a “ver navios”

Do editor

Comparando é que se chega pelo menos perto da verdade.

Em matéria de criatividade e ações pioneiras de governo, em busca do desenvolvimento, nada melhor do que comparar, no momento, o estágio político-administrativo do nosso Estado com o vizinho estado do Ceará, que historicamente sofreu até mais limitações decorrentes de secas inclementes, do que o RN.

O Ceará não se omite.

Corre atrás do crescimento econômico e social, em ações que são coletivas, visando o interesse público.

O RN se resume a montar negócios com “endereço certo”.

Falta ao nosso estado a visão de interesse público, substituído pelos interesses privados.

Hoje, 9, o Diário do Nordeste de Fortaleza anuncia agressivo plano do governo cearense, consorciado com a iniciativa pública (que é indispensável agir em conjunto), para geração de empregos e desenvolvimento econômico.

Vejamos algumas metas do plano denominado “Ceará Veloz”.

  1. Previsão de investimentos da ordem de R$ 8,7 bilhões no biênio 2017-2018, podendo gerar 524 mil novos empregos formais e informais (2017/2018)
  2. As medidas irão injetar uma massa salarial de R$ 2,6 bilhões na economia cearense e um adicional de R$ 1,8 bilhão em tributos como Cons, ICMS e Imposto de Importação, dentre outros impostos
  3. Ações em cinco eixos voltados para melhoria do ambiente de negócios: simplicação e desburocratização; ; infraestrutura econômica; economia do conhecimento; oportunidade de negócios e infraestrutura social.

AREA DE LIVRE COMERCIO

O Ceará toma todas as medidas para criar em breve a sua Área de Livre Comércio, o sonho que esse Editor pregou a vida toda no RN e nunca foi ouvido.

Perdemos “a vez”, mais uma vez, por omissão, falta de espírito público e visão do futuro.

Entre as medidas do Ceará Veloz está a modificação da sistemática de tributação diferenciada relativa ao ICMS incidente sobre as operações e prestações de serviço relacionadas com a construção, instalação e funcionamento do centro de conexões de voos (hub) no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Que significa isso?

Oferecer todas as condições tributárias, logísticas e aduaneiras para a implantação, ao lado do aeroporto de Fortaleza de um povo exportador e turístico (área de livre comércio).

O destino do RN será apenas dá apoio ao crescimento do estado vizinho, transformado em polo exportador, através de oferta in natura de comodities agrícolas, gás natural  (gasoduto Nordestão) e mão de obra barata.

Infelizmente, triste e melancólico destino o do nosso querido Rio Grande do Norte.

Mais uma vez, por ausência  dos governos, o RN é atropelado pelo Ceará, que ocupa legitimamente os espaços que deixamos vazios.

Será que ainda há perigo de melhorar?

Com certeza, muito difícil.

O nosso destino é “ficar a ver navios”!!!

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