Candidatura de Dilma ao senado pelo RN está ainda em estudo e não é fantasia

Do editor

A análise deste blog, de que há possibilidade (nada confirmado) da ex-presidente Dilma Rousseff candidatar-se ao senado pelo RN irritou profundamente a cúpula do PT potiguar.

Alguns asseclas foram mobilizados para desmentir e até ridicularizar essa informação, que teve a cautela de registrar, enfaticamente, tratar-se de hipótese político-eleitoral, ainda em estudo.

SILÊNCIO ABSOLUTO

A estratégia petista é de engendrar essa alternativa “em absoluto silencio” e, caso dê certo, o anuncio seria em abril de 2018, na última hora do prazo de registro.

Admitem os petistas que o fator surpresa ajudaria a decolagem da candidatura.

EXEMPLO DE SARNEY

Por que não seria impossível Dilma Rousseff optar por ser candidata pelo nosso estado?

Em primeiro lugar, não seria a primeira vez que um ex-presidente escolheu outro estado da federação para candidatar-se.

Esse fenômeno eleitoral ocorreu em 1991, após José Sarney ter deixado a presidência da República e não ter conseguido apoio da cúpula do PMDB do Maranhão para candidatar-se ao senado federal.

Diante do impasse, Sarney foi candidato (e ganhou a eleição) pelo então recém-criado Estado do Amapá.

ARGUMENTOS QUE JUSTIFICAM

Além disso, outros argumentos poderão justificar essa alternativa do PT.

Do ponto de vista legal, não haverá problema.

A ex-presidente é elegível, mesmo tendo sofrido o impeachment.

As alterações na Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), determinadas pela recente Lei 13.487/17, definem que “Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo”.

Até início de abril de 2018 haverá prazo para a ex-presidente transferir o seu domicílio do Rio Grande do Sul para o Rio Grande do Norte.

O desejo inicial da ex-presidente disputar o Senado seria, alternativamente, nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais ou Tocantins.

Fatos novos dificultam a candidatura por essas unidades da federação.

OBSTÁCULOS NO RS, MG E TO

No RGS, a disputa seria acirrada e ela correria riscos.

A outra opção da candidatura de Dilma Rousseff seria “dobradinha” com o governador de Minas Gerais, sua terra natal, Fernando Pimentel.

A ex-presidente tem grande afinidade e admiração pessoal por Fernando Pimentel, com quem militou em ações políticas do passado, reprimidas pela Revolução de 1964.

Ocorre que esse plano “gorou”, recentemente.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, no último dia 6, aceitar integralmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), que o coloca na condição de réu em processo penal.

Esse palanque seria chamado de “Lava Jato e ficha suja, tornando-se inviável.

Restou à Dilma, o convite da senadora Kátia Abreu do Tocantins, que desejava disputar o governo, em companhia de Dilma para o Senado.

Gorou” também.

Kátia enrascou-se com a cúpula do seu partido e foi até expulsa da sigla, estando mergulhada em profunda crise eleitoral e política, que ameaça a sua própria sobrevivência.

RESTRIÇÕES A  ZENAIDE MAIA

Nesse contexto, a ex-presidente Dilma Rousseff teve que repensar, nos últimos dias, qual o caminho a seguir em 2018.

Aí surge a hipótese, “guardada a sete chaves” pela cúpula do PT do RN.

Dilma poderia fazer “dobradinha” com Fátima Bezerra para o governo do RN em 2018, tendo, ainda, ao seu lado a deputada Zenaide Maia, como aspirante ao senado.

Afinal, Fátima lidera até hoje, as pesquisas de votos para o governo potiguar em 2018.

A única resistência a essa fórmula em estudo seria a presença de  Zenaide Maia, como companheira de Dilma.

Os petistas não confiam nela e acham que pertence ao clã Maia (irmã de João e Agaciel Maia (DF) e prima do senador José Agripino Maia).

Todavia, para viabilizar Dilma há uma corrente no PT-RN que admite acolher Zenaide Maia.

HIPÓTESE AINDA EM ESTUDO

Essas situações político eleitorais perfeitamente lógicas e admissíveis estão em estudo e são analisadas pelo PT-RN.

Se dará certo ou não, ninguém sabe.

Só o futuro dirá.

O raciocínio dominante é de que as lideranças tradicionais do RN estão em processo de graves crises éticas, em razão de acusações em ações judiciais de corrupção, pessoais e de familiares, em tramitação nos Tribunais.

Haveria, portanto, um espaço vazio a ser preenchido.

Uma coisa é certa: a maioria do PT-RN tem plena convicção de que a ex-presidente Dilma Rousseff se viabilizaria como candidata ao Senado e teria como plataforma usar o seu prestígio de ex-presidente para ajudar o RN no plano federal, pelo fato de que ao final “todos são brasileiros”, afirmou um líder do partido.

Dilma seria o aval para o sucesso administrativo da senadora Fátima Bezerra, caso se eleja governadora do Estado.

Um pensamento sobre “Candidatura de Dilma ao senado pelo RN está ainda em estudo e não é fantasia

  1. Essa tese não prospera.

    Se Dilma sair candidata existem apenas três opções:

    Piaui – Numa chapa com o atual Governador que é do PT. Nesse estado ela teve a maior votação percentual na última eleição.
    Rio Grande do Sul – A questão passa por convencer o Senador Paulo Paim concorrer pra deputado federal. Algo difícil, pq se ele não for candidato ao Senado ira se desfiliar do PT.
    Minas Gerais – Tem pesquisas que já apontam uma vitória nesse estado. E seria um novo embate com Aécio Neves que o tucano poderia ficar sem mandato.

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