Meirelles tenta chegar, mas sofre consequências de Temer, que só pede sacrifícios de um lado só

Henrique Meirelles vai protagonizar o programa do PSD, amanhã, em busca de apoio para eventual candidatura.

Ele se colocará como responsável pelo fim da recessão e abordará temas como saúde e segurança.

Opinião do blogPodemos afirmar: Meirelles vem aí!

É uma aspiração legítima a do ministro da fazenda.

Inegavelmente chega num momento de falta de opções generalizadas na sucessão presidencial.

Lula lidera, mas sofre fortíssima rejeição.

Bolsonaro, distante nas pesquisas, traz consigo a marca do extremismo e o risco de dá um golpe dias após vencer a eleição, a exemplo de Chávez na Venezuela.

Afora os dois, não há indicativo de quem possa chegar lá.

Meirelles traz a marca do governo Temer, que realmente se perdeu completamente, mesmo considerando que no campo econômico busca objetivos necessários ao futuro do país.

Porém, o Presidente só exige sacrifícios de um lado só.

Não distribui, nem divide os ônus com todas as classes sociais.

Concentra todas as perdas do pais como sendo responsabilidade dos assalariados, beneficiários da previdência, funcionários públicos…

Usa a palavra privilégios, porém só aponta exageros (que realmente existem) nessas categorias mais fracas.

Seria necessário o governo analisar o déficit e sugerir soluções que “todos” perdessem uma parte, como contribuição à Nação.

Afinal, sabe-se que o Brasil é pródigo de privilégios e assistencialismo que beneficiam ricos e pobres.

Porém, a linha de Temer (seguida por Meirelles) é transferir todos os ônus para quem tem menos e salvaguardar quem tem mais, a pretexto de estimular investimentos e gerar empregos, que jamais virão.

Talvez por esse comportamento exagerado Lula esteja em tão boa posição nas pesquisas.

O maior aliado de Lula, hoje, é Michel Temer e o seu governo, contribuindo para maior concentração de rendas.

Em tais circunstâncias, Meirelles não crescerá eleitoralmente.

Irá “patinar”, como já “patina” Alckmin, praticamente inviabilizado de véspera.

O discurso que o país aguarda é de equilíbrio, de moderação e não o radicalismo dos extremos, de um lado fortalecendo nocivamente o Estado, e de outro desmobilizando e destruindo o Estado para substituí-lo por uma sociedade regida pela lei da oferta e da procura.

A esperança seria o surgimento de um discurso do tipo Macron, na França.

Momento difícil e traumático para um país em crise.

Talvez, ainda seja possível enxergar luz no final do túnel.

Aguardemos!

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