Governador fala em “pacto”, mas o estômago vazio não espera e exige providências urgentes

Do editor

Antes tarde do que nunca!

O governador do RN anuncia que deseja a formação de um pacto em favor do RN.

E convoca a bancada federal para esse fim, na próxima semana.

Uma observação, apenas: antes do pacto há que ser encontrada uma solução urgente e imediata para colocar “pão” na mesa de milhares de servidores, aposentados e pensionistas sem salário.

O estômago vazio não espera.

Já estamos há vários dias com esse vai e vem.

E os servidores continuam em desespero, com falta do mínimo para sobreviver.

Não se trata de culpar ninguém, pelo menos nesse instante.

Mas essa história de “pacto” demora e o estômago não espera.

É necessário que o governador diga aos nossos deputados e senadores: vamos à Brasília juntos e digamos ao Presidente Temer que a paciência do RN esgotou.

O quadro é de calamidade pública.

A única luz no final do túnel é cumprir a decisão do TCU, em pleno vigor, permitindo a transferência dos 600 milhões.

O governador e parlamentares terão que exigir o cumprimento imediato.

Se o Presidente resolver omitir-se, assumirá a posição de Pôncio Pilatos perante a Nação, que acompanha atônita o quadro desesperador do nosso Estado.

Se fosse o caso, o governador e parlamentares diriam ao Presidente, que está sendo formado um pacto (que é uma boa ideia) para encontrar caminhos, com renuncias e atos concretos, visando à superação da crise no futuro.

Porém, antes de tudo, em curto prazo, é preciso cuidar do estômago de quem está com fome.

E a única forma é o governo Temer liberar o empréstimo, já autorizado pelo TCU.

Depois da transferência do dinheiro, no exame da aplicação dos recursos, o Procurador-denunciante faria as fiscalizações, observações e propostas que desejasse.

O que não se justifica é pré julgar, punindo o Estado pelo uso de uma transferência financeira ainda não consumada pela União.

No momento, não há mais tempo a perder, sob pena de omissão imperdoável, de quem tem responsabilidades com o Estado!

Mesmo que o governo federal mantenha-se insensível, negando-se a cumprir a permissão já dada pelo TCU, para repassar os 600 milhões ao RN, ficaria o gesto da bancada federal, falando com altivez e coragem, sem dobrar a espinha, ou acomodar-se.

Em resposta à recusa do Presidente Temer, somente restaria aos deputados e senadores afastarem-se da base parlamentar do governo, negando-lhe apoio político em qualquer circunstância.

Antes só, do que mal acompanhado!

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