Inflação cai abaixo da meta, mas crise política e vacilações do governo dificultam estabilidade

O país encerrou 2017 com inflação de 2,95%, o menor patamar em duas décadas e abaixo do piso da meta, de 3%, graças à queda no preço dos alimentos.

Para este ano, o mercado estima alta na faixa de 4%.

Para analistas, o Brasil corre o risco de não colher integralmente os benefícios de dois anos de preços sob controle em razão da crise fiscal.

Planos de saúde (aumento de 13,53%), gasolina (10,32%) e eletricidade (10,35%) foram os itens que exerceram maior pressão sobre o orçamento das famílias, mas as altas foram compensadas pela safra agrícola recorde, o que fez os alimentos terminarem o ano 1,87% mais baratos.

Opinião do blog –  O Brasil tenta sair da maior crise econômica da sua história.

Porém, o maior obstáculo é superar primeiro a crise política.

Sem isso, não haverá estabilidade na economia.

O país economicamente tem um volume alto de reservas, que faz com os mercados internacionais fiquem tranquilos sobre a solvência dos compromissos assumidos.

Entretanto, o nível de incerteza política, cada dia maior, conspira contra qualquer esforço de recuperação e compromete os investimentos.

O governo vacila em demasia e perdeu o controle do Congresso, com quem barganha caso a caso.

Mesmo com a inflação caindo, o desemprego afeta a renda do consumidor.

Não há como consolidar reformas estruturais, sem apoio político.

Por isso a economia só melhorará, se houver estabilidade política, o que se espera pós 2018.

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