Condenação de Lula muda eleição no RN e Fátima faz opção pela radicalização da campanha

Do editor

Como ficará o PT do Rio Grande do Norte para a eleição de outubro próximo, após a condenação de ontem, 24, do ex-presidente Lula?

Os primeiros sinais são de que a senadora Fátima Bezerra segue a orientação de sua colega senadora Gleisi Hoffmann (PR), que declarou enfaticamente ser agora a hora de “radicalizar”. Não vamos sair das ruas”, afirmou a parlamentar.

As declarações de líderes nacionais do PT antecipam o clima da campanha de Fátima ao governo do RN, que será extremamente radicalizado.

A opção do PT potiguar não é apenas ser solidário com o seu Líder, mas agredir as instituições e os adversários, o que está nas entrelinhas do que disse a senadora Fátima Bezerra, após o julgamento: Uma condenação política, ilegal e imoral, antecipada pela imprensa, que passou a pautar setores do sistema de justiça brasileiro”.

Foi mais adiante a senadora do RN: “para consolidar o “golpe é preciso impedir que a maior liderança popular do nosso país seja candidato e seja eleito presidente do Brasil”.

Tais posições de Fátima Bezerra certamente influirão na sua coligação estadual, que tenta somar com setores, inclusive no campo empresarial, através do anunciado convite para dividir o seu palanque ideológico com o empresário Haroldo Azevedo, que tem aspirações de disputar o Senado ou a vice-governança.

Todos os prognósticos (positivos ou negativos) dependerão de como reaja o eleitor, diante da condenação de Lula.

Se houver uma queda nas pesquisas, a tendência será a rejeição, que atingirá fatalmente os candidatos petistas, considerado coautores da Lava Jato.

Nesse caso, o desgaste e as dificuldades políticas serão divididas entre os candidatos não apenas do PT, mas do PMDB, DEM, PR, PP, PSB e todos os partidos que tenham envolvimento em denuncias de corrupção, mesmo sem transitar em julgado as sentenças condenatórias.

É o caso de afirmar: “todos viram japoneses!”.

Em tais circunstancias qual o espaço que ficaria aberto para o debate das questões sobre o futuro do RN?

Na hipótese de eleição de Fátima, como seria o diálogo do RN com o governo federal, já que “o andar da carruagem” indica, praticamente nenhuma chance do PT chegar à presidência da República?

Outras indagações a serem respondidas.

Sem contar com o governo federal, como o RN sairá do “buraco” em que se encontra?

Diante de tantas dificuldades em que o estado está mergulhado, o eleitor irá atender aos apelos da radicalização ideológica, ou dos candidatos com “ficha suja”?

Outra tendência do eleitorado seria afastar-se dos atuais detentores de mandatos?

Caso a opção do eleitor seja por uma mudança geral, a pergunta que não quer calar é a seguinte: “ Mudar, sim. Mas com que nomes?”

Mudar por “novos”, ou por quem “tenha experiência”?

A jornalista Thaisa Galvão publica em seu “blog” foto de ontem à noite, quando em plena manifestação política na avenida Paulista, SP, a senadora Fátima Bezerra abraçou o ex-presidente Lula.

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