Sem nomes aumentam as dificuldades para formação de “palanques” coerentes no RN

Do editor

A eleição de 2018 é absolutamente inédita na história do Brasil.

Há oito meses do pleito e ninguém conhece definitivamente quais serão os candidatos majoritários à presidente  da república e, no Rio Grande do Norte, a governador e as duas vagas de senador.

Nunca existiu isso no passado.

FORMAÇÃO DE PALANQUES NO RN

No caso específico do RN, além da escassez de nomes, o grande complicador será a formação dos palanques, levando em conta dois fatores: a ficha política de cada candidato e o apoio a uma candidatura presidencial.

Sem mostrar ao eleitor perspectivas de poder no plano federal, se tornará impossível o crescimento de uma candidatura ao governo do RN.

O estado tem consciência de que no futuro dependerá de bom diálogo com Brasília.

Por tais razões percebe-se que os “adiamentos” em lançamentos das candidaturas estão em função das definições no plano nacional.

Numa hora de mudança política (será que o RN mudará também, ou não?) a coerência dos palanques pesará muito, ninguém duvide.

Caso o RN não seja “exceção” no Brasil, dividir palanques, por exemplo, com candidatos que não sejam considerados “ficha limpa” será um ônus inevitável.

OS PALANQUES PRESIDENCIAIS

Outro aspecto será a divisão do palanque com candidatos que apoiem diferentes candidatos à Presidente da República.

Sem dúvida, um complicador que poderá provocar desconfiança do eleitor, por revelar oportunismos.

Pelo menos 14 pré-candidatos aspiram chegar ao Planalto e não dispensarão apoios consistentes de correligionários nos estados.

Bolsonaro, por exemplo, já arregimenta PROS, PSL e PHS.

O PDT apoia incondicionalmente Ciro Gomes e tem buscado insistentemente o apoio do PSB.

A pesquisa de hoje, 31,  da Folha mostra que com o afastamento do ex-presidente Lula beneficia Ciro Gomes, que cresce de 6% para 10%.

Marina Silva (Rede) toma fôlego com a possível saída de Lula e na pesquisa da Data Folha passa de 8% para 13%.

O PP compõe a base aliada de Temer e está na “moita”.

O PSD oscila entre Meirelles e Rodrigo Maia, sem chances reais, até hoje.

Podemos” junta azeite com água nos estados e não demonstra crescimento do seu candidato senador Álvaro Dias. A principal causa é que os aliados do “Podemos” só pensam em si, nos interesses locais e na própria sobrevivência.

Com o DEM e PMDB tudo será possível.

Algumas facções de esquerda já se afastam do PT, diante da iminência de Lula não ser candidato.

O PSDB demonstra muita apreensão pelo fato de Alckmin não sair do lugar. Na pesquisa divulgada hoje, 31, ele patina em todos os cenários do Datafolha. O tucano tem de 6% a 11% das intenções de voto.

A potencial alternativa  dos tucanos, o prefeito paulistano João Doria, também não decolou: aparece com, no máximo, 5% das intenções de voto.

COMO FICARIA O RN?

E agora José?

Como ficariam os palanques no RN?

Coerentes, ou “saladas russas”?

Ontem, 30, o prefeito Carlos Eduardo declarou em discurso na Executiva do PDT, em Natal,  que ainda não é candidato definitivo ao governo do estado.

Irá consultar Ciro Gomes, o presidenciável pedetista, em crescimento nas pesquisas.

Fátima Bezerra participa hoje, 31, de encontro do PT-RN e certamente atenderá aos apelos de correligionários, aceitando disputar o governo.

Porém, ao que se sabe, o maior temor e preocupação de Fátima seria ganhar a eleição em outubro.

Ela teria consciência de que significaria o seu sepultamento político no Estado, por não poder atender às reivindicações das corporações que defende intransigentemente.

EMPRESÁRIOS-CANDIDATOS

Os empresários potiguares não “param” em articulações sucessivas, buscando inserção no quadro político eleitoral do Estado.

A “ultima”  é o lançamento da candidatura de Marcelo Alecrim ao governo ou ao senado (aceita qualquer opção), ocorrida hoje através de entrevista publicada  no AGORA RN.

Da mesma forma que no meio político, a disputa é também acirrada entre os empresários.

Desejam candidatar-se a postos eletivos  Luís Roberto Barcellos, paulista,  sócio fundador da Agrícola Famosa, com sede em Mossoró, a maior exportadora de frutas do Brasil e um dos homens considerados milionários no RN;  Tião da Prest, empresário mossoroense vitorioso no ramo do petróleo e o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio), Marcelo Fernandes de Queiroz, que há anos deseja ocupar espaço na política norteriograndense.

Existem outros empresários-candidatos, que por estilo pessoal preferem trabalhar nos bastidores e surpreender a todos.

Nesse contexto, só resta aguardar os próximos capítulos da política estadual e nacional.

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