ACM Neto na Bahia e Carlos Eduardo no RN com dúvidas tormentosas se devem disputar o governo

Sonia Racy

Localizado no icônico Edifício Oceania, de frente para o Farol da Barra, o 2222 também foi o palco da abertura oficial do carnaval da cidade.

Em clima de festa, o prefeito ACM Neto entregou a chave da cidade do Rei Momo, o professor de História e Dança André Luís de Almeida, o Dallas — mas desconversou sobre política.

Cotado para concorrer ao governo baiano, ele definiu essa decisão como “a mais difícil” de sua vida pública, mas lembrou que não tem pressa para decidir.

Se a decisão for ficar (na Prefeitura), ficarei com muito ânimo e a mesma energia de quando comecei”, garantiu.

“E se for para sair candidato, vou entrar de corpo e alma na campanha.”

ACM vê com também simpatia a possibilidade de assumir a presidência do DEM, em março. Mas faz uma ressalva: que seu nome seja consenso.

“As conversas estão avançadas e tenho disposição de ajudar o partido.”

Opinião do blog – Muito semelhantes as posições de ACM Neto e a de Carlos Eduardo, no RN.

Ambos credenciados por vidas públicas vitoriosas e com a marca de bons administradores.

Ambos convocados para disputar o do governo em 2018, com apoios expressivos de grupos tradicionais da política baiana e potiguar.

Ambos bem posicionados, perante a opinião pública.

Mesmo assim, ambos hesitam em serem candidatos a governador.

A pergunta tormentosa seria se agora é mesmo o momento certo.

Ou ambos, com a idade que têm, poderiam esperar mais e consolidarem os seus próprios sistemas políticos.

O bom senso recomenda considerar procedentes as hesitações de ambos.

O Brasil mudou e irá mudar ainda mais, a partir de 2018.

Por isso, as urnas de outubro serão uma dúvida, impossível de desvendar por antecipação.

Ninguém pode estar seguro, em relação ao que “poderá” acontecer.

E aí acentua-se a dúvida: vale a pena trocar o certo pelo duvidoso?

Será que o eleitor votará pela competência e vida pregressa do candidato?

Ou, nada mudará.

Valerão os mesmos instrumentos de antes (tradição, recursos financeiros, apoios de lideranças municipais…).

Ou, a composição do palanque levará o eleitor a observar: “diz-me com quem andas, que te direi quem és!”

E aí nasce o maior problema para ACM Neto e Carlos Eduardo.

ACM carrega nos ombros a cúpula do DEM, cujo desgaste é notório no país.

Carlos Eduardo leva consigo o ônus do PMDB e das alianças eleitorais que já anuncia.

Todo esse cenário conduz os dois pré-candidatos a meditarem sobre o conselho do filosofo francês Descartes:

quem tem dúvida, deve duvidar ainda mais…

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