Hoje na “Tribuna do Norte”: Novo, mudança e experiência, na eleição de 2018

Artigo de Ney Lopes publicado hoje, 21, no tradicional jornal “Tribuna do Norte”, editado em Natal, RNhttp://www.tribunadonorte.com.br

Já em antevéspera da eleição de 2018 propagam-se perguntas que não querem calar: qual “palavra”  definiria aquilo que o eleitor realmente deseja nas urnas, em 2018?

O voto será livre, ou a abundancia de recursos do Fundo Eleitoral, imoralidade criada pelo Congresso e Governo, somente fortalecerá as reeleições dos detentores de mandatos?

O eleitor quer o novo?

O eleitor quer mudanças, independente de novo?

Ou, o eleitor quer a experiência do político, que possa ter a coragem de assumir a continuidade do seu trabalho anterior na vida pública, sem envergonhar-se?

Com pequenas exceções, vejamos na pré-campanha já em marcha como estão sendo usados pelos candidatos os vocábulos “novo” e “mudança”.

Novo, regra geral, tem sido o chavão daqueles que, por vaidade ou ambição, querem um mandato, não têm discurso, vocação, nem experiência, e se apresentam apenas com a repetição do vocábulo novo.

Alegam ter ficha limpa, o que não é virtude, mas sim dever.

Quem assim se autodenomina esquece que na sociologia, o novo é sempre a soma de atributos atuais e adquiridos, ao longo da vida.

Não há novo, sem eficiência comprovada no passado, em área específica de atuação.

Mudança é outra palavra mágica, sobretudo para uso de “carreiristas”, que já tiveram oportunidade de “mudar” e nunca mudaram.

Percebe-se nos currículos desses tipos, a ausência de propostas que representassem pelo menos tentativas de mudanças.

São os especialistas em “caronas”, com a promessa única de realizarem o clamor popular do antipolítico e da anticorrupção, revelado nas pesquisas.

Aproveitam a impopularidade do atual governo e hasteiam a bandeira da mudança, sem oferecerem nada de concreto, nem dizerem como farão essa mudança.

Cabe indagar nesse confuso ambiente pré-eleitoral, se a eleição desse ano será a mais diferente das eleições brasileiras, desde a proclamação da República. Se for, qual mensagem o eleitor “desejaria” como opção?

Na hipótese do voto ser livre e independente (pelo menos nas eleições majoritárias), certamente a “mensagem aguardada e desejada pelo eleitor em 2018 seria o somatório do “novo” e da “mudança”, com o acréscimo da “experiência”.

“Novo” não significaria sinônimo de idade biológica, mas serviços prestados, discurso atualizado, moderno, que evolua, até com revisões em posições assumidas no passado e atenda às expectativas do momento político nacional.

“Mudanças” seriam compromissos concretos assumidos com o futuro da Nação, por exemplo, a partir da luta por uma Assembleia Constituinte originária, o único meio do Brasil realmente mudar, passar uma esponja no passado e enfrentar o amanhã.

“Experiência” coloca-se como a pré-condição para caracterizar o novo e as mudanças, aplicando-se a todos os candidatos, quer eles tenham origem na política, ou na vida privada, detentores ou não de mandatos no passado.

Não há como um piloto de “teco teco” pilotar um Boeing, do dia para noite.

Ações no poder executivo e no legislativo são complexas e não podem ser resultado do “arrojo”, voluntarismo, euforia, ou a simples aplicação isolada das regras impessoais e frias do mercado.

Há que prevalecer no candidato, a vocação pessoal e não envergonhar-se de ser político, demonstrando compromisso com a indispensável defesa e preservação do “interesse público”, que distingue o mandato eletivo da atividade privada.

Nesse contexto, nunca como em outubro de 2018, o Brasil espera que cada eleitor cumpra o seu dever e vote levando em conta a conjugação do “novo, da mudança e da experiência”.

Cada brasileiro terá nas mãos, a condução do seu próprio futuro.

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