O carnaval passou, mas na política do RN os “blocos” e “cordões” continuam desfilando

Do editor

O carnaval já passou

Mas, na política do RN a festa continua.

A cada dia novos “blocos” e  “cordões” entram na avenida, sem rumo, sem eira, nem beira.

Um traço visível é esse “amontoado vergonhoso” de partidos, abrindo a porta para os espertos se tornarem “donos”, “proprietários” das siglas, usufruindo milhões do imoral Fundo Partidário, “ditando” regras, conversando sem rumo firme com uns e outros, em busca de negociações e coligações “suspeitas”.

Com certeza, sem a credibilidade de nomes confiáveis e de respeito, o povo não referendará a maioria desses partidos considerados “pequenos” e a consequência será a “morte inevitável” de várias siglas em 7 de outubro próximo, por não atingirem as exigências mínimas da cláusula de barreira , já estabelecida em lei, a partir de 2020.

Por outro lado, os partidos chamados de “grandes” agem como sempre agiram.

Não temem a extinção e partem do princípio de que o RN continua uma grande fazenda, com o senhorio (os dirigentes) sentado no alpendre da varanda da casa grande, avistando  à distância e com olhar de soslaio , os “abandonados” filiados inscritos em sua sigla.

Esses “filiados” não têm direito a nada.

Nem de sonhar.

Se manifestam alguma pretensão eleitoral são logo considerados “complicados” e “difíceis”, por não baixarem a cabeça aos “esquemas”.

A penalidade é a humilhação do desprezo, acompanhado do conselho: os incomodados que se retirem.

Nesse contexto, o Rio Grande do Norte nos setes meses que antecedem a eleição de 2018, presencia um quadro geral de indefinição.

Nunca ocorreu isso.

Até hoje, não se sabe ao certo quem disputará a eleição majoritária (o governo e o senado).

Os “grandes partidos”  correm riscos eleitorais iminentes e enfrentam situações políticas dificilíssimas, a partir da definição dos nomes de seus próprios candidatos, com uso das regras e pressões do passado.

Os “pequenos” (raríssimas exceções) ficam nas mãos de espertos, autoritários, contratando assessorias (semelhantes a empregos públicos), que de cima para baixo definem critérios, a base de conversar com todo o mundo e no final não conseguirão chegar a lugar nenhum.

Quem for vivo verá que, após a abertura das urnas  em 2018, dezenas de partidos desaparecerão do mapa eleitoral.

Nesse quadro dantesco, o eleitor potiguar continua a espera, de quem possa confiar.

Não se tem dúvida, de que surgirão nomes confiáveis e o resultado das eleições poderá ser o  mais surpreendente da história do estado.

Se isso acontecer, o RN realmente mudará.

Se não acontecer, o futuro continuará sinistro e o culpado não serão os eleitos, mas sim o eleitor.

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