Artigo na “Tribuna do Norte”: O jornalismo social, guardião da cidadania

Artigo de Ney Lopes, publicado hoje, 7, no conceituado jornal “Tribuna do Norte”, de Natal, RN

Entre as mudanças do mundo moderno inclui-se a noção de que o jornalismo é uma instituição da cidadania.

As democracias procuram preservá-lo, como meio de alimentar a opinião pública, para que sejam tomadas decisões éticas, buscando o bem comum.

Nesse sentido, o jornalismo transforma-se no guardião do interesse público.

A promoção periódica da “Tribuna do Norte” do Seminário “Motores do Desenvolvimento do RN” segue a trilha do exercício da função social na prática jornalística, ao fornecer informação e análise crítica capazes de facilitar aos cidadãos e governos, a tomada de decisões futuras.

Em momento crítico para a vida nacional e particularmente do nosso estado, o evento da última segunda em Natal trouxe à debate a capacidade criativa do empreendedorismo privado, na exposição do empresário da terra, Flávio Rocha e o depoimento lúcido do ministro Henrique Meirelles, que desempenha a difícil tarefa de recuperar a economia nacional.

Ambos fizeram reflexões, que poderão ser úteis, no sentido de viabilizar soluções e alternativas para o nosso estado.

A lição de Flávio Rocha resume-se na recomendação para o RN assumir definitivamente a sua vocação têxtil.

O meio seria o estímulo e apoio para implantação das “facções têxteis”, no interior do Estado, que produzem para as grandes indústrias.

Em verdade, essa experiência das “facções” teve os seus primórdios na década de 70, quando a família Medeiros de Jardim do Seridó, proprietária à época de uma fábrica de confecções, incrementou núcleos semelhantes na região seridoense.

Posteriormente, a governadora Rosalba Ciarlini reviveu esse modelo e foi a responsável pela implantação definitiva do “Pro sertão”, na forma como funciona atualmente.

O empresário Flávio Rocha, entusiasta da ideia, aperfeiçoa o modelo de interiorização da indústria têxtil, oferecendo sugestões, a partir da experiência semelhante desenvolvida na Galícia, no Noroeste da Espanha.

Numa abordagem nacional, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles revelou números estatísticos, que justificam ter o país se livrado da recessão.

Deixou claro que a diretriz do governo federal é buscar o realismo econômico, que implica em recomendação de comportamento idêntico às administrações estaduais e municipais.

Mesmo sabendo que o RN se encontra de “pires na mão”, o único aceno dado pelo Ministro foi a “hipótese” (que pareceu longínqua) de empréstimo no BNDES.

Nada mais que isso, o que torna incerto o futuro do estado, em curto prazo.

Mais uma vez, o Seminário “Motores do Desenvolvimento do RN” cumpriu o seu dever, praticando o jornalismo que presta serviços e contribui para a melhoria da qualidade de vida do Estado.

É o meio de estimular o debate sobre opções, propostas e alternativas, seguindo a máxima de Confúcio, de que só é possível prever o futuro, se conhecido e estudado o passado.

Henrique Meirelles e Flávio Rocha mostraram na edição de “Motores do Desenvolvimento do RN” as suas experiências profissionais e de vida, estimulando todos que acreditem nos sonhos de um Brasil, com menos desigualdades sociais e um RN mais próspero.

Dessa forma, a “Tribuna do Norte”, ao adotar essa postura de jornalismo social, segue o mesmo pensamento de Eleanor Roosevelt, a primeira dama americana, quando afirmou que “o futuro pertence aos que acreditam na beleza de seus sonhos”.

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