Coreia do Norte abre-se ao turismo externo, mas continua um país em guerra, com forte segurança

É um país que foi isolado à força“, afirma León Smit, o empresário espanhol León Smit, que organiza visitas de estrangeiros à Coreia do Norte

Ele concluiu um mestrado em Política Internacional na Universidade de Yanbian, cidade chinesa, situada na fronteira com a Rússia e a Coreia do Norte.

O espanhol colabora atualmente com a KTG, agência de viagens fundada em 2008 e uma das raras especializadas em organizar visitas à Coreia do Norte.

Os norte-coreanos consideram-se abertos ao mundo, dispostos a estabelecer conversações e negociações com qualquer país”, diz.

No entanto, “é muito difícil estabelecer relações comerciais com a Coreia do Norte“, acrescenta Smit.

“Mesmo para nós, uma agência de viagens certificada, é por vezes complicado realizar transferências bancárias” com Pyongyang.

Tecnicamente, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul continuam em guerra e o armistício assinado em 1953, após quase quatro milhões de mortos, ainda não foi substituído por um tratado formal de paz.

Desafiando as resoluções das Nações Unidas, o Governo de Pyongyang continua a testar mísseis de médio e longo alcance e a desenvolver um controverso programa nuclear.

A própria China, que até há pouco tempo mantinha com a Coreia do Norte uma relação descrita como de “unha com carne“, tem progressivamente se afastado do país, consciente de que este representa cada vez mais uma fonte de tensão regional e um embaraço para a diplomacia chinesa.

Em novembro passado, a ONU reforçou as mais duras sanções dos últimos 20 anos contra o regime dos Kim, limitando as exportações norte-coreanas de carvão, que tinham na China praticamente o único importador.

O turismo tem assumido uma importância crescente como fonte de receitas para o país.

As visitas organizadas pela KTG custam entre 800 e 1.695 euros e incluem o transporte de trem de ida e volta a partir de Pequim, deslocamentos internos, hotéis e três refeições por dia.

A estadia varia entre 3 e 10 dias e inclui visitas até sete cidades e à montanha de Myohyang.

Mas não foi sempre assim.

“Nos primeiros anos da KTG, só se podia visitar um par de cidades, mas com o tempo foram abertos mais locais ao turismo, assim como zonas de diversão e desporto, parques naturais e quintas”, diz Smit.

A empresa estatal KTG leva, em média, 500 turistas por ano para visitar a Coreia do Norte, a maioria europeus, mas também norte-americanos e australianos.

“Inicialmente, eram sobretudo europeus mais velhos, que viveram durante a época da União Soviética e queriam ver com os seus próprios olhos um país que continua a ser soviético”, explica.

Já os norte-americanos visitam a Coreia do Norte “por curiosidade”.

Nos últimos anos, a maratona de Pyongyang passou também a atrair pessoas ligadas ao desporto.

“Ao contrário do que muita gente pensa, viajar para a Coreia do Norte não é difícil de todo”, diz Smit.

“O visto é feito ‘online’ e em menos de uma semana está pronto”.

As visitas têm que ser feitas em grupo e sempre na companhia de um guia turístico.

O espanhol lembra que “tecnicamente, o país continua em guerra, por isso, as medidas de segurança são mais fortes do que em outros lugares”.

Questionado sobre se os norte-coreanos estão contentes com o regime, León Smit diz que “não é ninguém para interpretar o ponto de vista de todo um povo”.

“Mas, no geral, existe orgulho por terem se mantido uma nação independente durante todos estes anos, apesar das dificuldades”, conclui. (Agencias)

O empresário espanhol León Smit, que organiza visitas à Coreia do Norte, diz que o país foi “isolado à força”, sendo “muito difícil” estabelecer relações comerciais com Pyongyang, sob o regime do ditador Kim Jong-um (foto).

Incerteza, insegurança e desemprego, no dia da eleição mais dividida do que nunca na França

Neste domingo, 23, acontecem as eleições mais imprevisíveis de toda a história da França.

Pela primeira vez na história da Quinta República da França, o ainda Presidente François Hollande decidiu não se recandidatar a um segundo mandato.

Na origem da decisão está a sua impopularidade, fruto da situação econômica do país e da forma como lidou com a questão do terrorismo.

A impotência de Hollande em serenar os ânimos no país é sintomática do clima de medo e tensão que vive a França, sob estado de emergência desde os atentados de Paris, em novembro de 2015.

Quando votarem, hoje, os franceses ainda terão a memória fresca com o ataque nos Campos Elísios, que causou dois mortos (incluindo a do atacante) e três feridos, bem como as detenções da passada terça-feira, em Marselha, de dois homens que planeavam atacar os candidatos presidenciais e que, alegadamente, teriam ligações ao Estado Islâmico.

Este clima de medo parece favorecer, particularmente, Marine Le Pen, que tem pedido medidas duras em relação aos estrangeiros, colocando no mesmo saco imigrantes e terroristas, bem como François Fillon, que também endureceu o seu discurso no que toca esta matéria.

A Frente Nacional aparece, pois, bem colocada para chegar ao segundo turno.

Em 2002, o então candidato da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, consegui passar ao segundo tutno, tendo sido derrotado por Jacques Chirac, que venceu com 82,21% dos votos contra os escassos 17,79% obtidos pelo pai de Marine.

Quinze anos depois, apesar de uma vitória final ser improvável, é arriscado descartar a possibilidade de Le Pen poder chegar ao Palácio do Eliseu.

No sistema eleitoral os franceses votam “primeiro com o coração, depois com a cabeça”, explica o The Guardian, o que ajuda a perceber o porquê de forças mais extremistas, como a Frente Nacional, serem afastadas do poder.

Contudo, depois da vitória do Brexit e da eleição de Donald Turmp para a presidência norte-americana, em 2016, tudo mudou.

Estes fantasmas vão pairar no ar, certamente, se a Frente Nacional chegar à votação final.

Sistema partidário fragmentado e ceticismo em relação à Europa

Se as sondagens estiverem certas, o segundo turno das presidenciais poderá ser disputada por dois candidatos fora do sistema partidário tradicional.

Caso tal aconteça, será a primeira vez em que nenhum dos candidatos dos partidos que têm governado França nos últimos 60 anos chegam à reta final.

Neste cenário, a antiga divisão entre esquerda e direita perde terreno para o confronto entre progressistas e conservadores.

“O realinhamento resultante [das presidenciais] terá repercussões muito para além das fronteiras de França.

Pode revitalizar a União Europeia ou destruí-la”, lê-se na Economist.

De olhos postos em França, os europeístas só têm motivos para ficarem preocupados.

Dos quatro candidatos com possibilidade de chegar ao Eliseu, apenas Emmanuel Macron defende abertamente o projeto europeu, não deixando, contudo, de realçar a importância de equilibrar os poderes entre Paris e Berlim.

Mélenchon e Le Pen, por seu turno, são bastante críticos em relação à União Europeia, apesar das diferenças na visão política e social de cada um para o futuro de França.

Já Fillon, defende a permanência francesa na Europa dos 27, apesar do seu ceticismo.

Todos os cenários estão em aberto para hoje.

Existem seis combinações de finalistas possíveis e a incerteza só será desvendada quando forem divulgados os resultados finais.

A disputa do segundo turno será daqui a duas semanas, no dia 7 de maio. (Mundo ao minuto)

Disputa-se, hoje, o primeiro turno das presidenciais na França. Emmanuel Macron e Marine Le Pen são apontados como favoritos à vitória, mas, no atual clima de incerteza e insegurança, não se pode descartar qualquer cenário.

Morre em Fortaleza, nesta tarde de sábado, o ex-reitor da UERN Dr. Milton Marques

Carlos Santos – Mossoró, RN

Faleceu agora à tarde, 22,  em Fortaleza-CE, o professor-médico-empresário Milton Marques de Medeiros, 76.

Faria 77 anos no dia 9 de julho deste ano. Estava internado no Hospital Monte Klinikum (CE) desde o início do mês.

Milton: grande perda (Foto: arquivo)

Seu corpo vai ser transladado para Mossoró.

Velório acontecerá na sede da Loja Maçônica 24 de Junho.

O sepultamento ainda não tem horário anunciado por sua família, devendo acontecer amanhã no Cemitério São Sebastião em Mossoró, centro da cidade.

Milton Marques foi internado com uma infecção pulmonar atípica e agressiva.

Tivera chikungunya  no ano passado.

Esteve consciente a maior parte do tratamento no Monte Klinikum.

Ex-reitor (dois mandatos) da Universidade do Estado do RN (UERN), professor, médico psiquiatra, criador do Sistema Oeste de Comunicação (TV Cabo Mossoró-TCM e outras empresas), industrial do setor salineiro, Milton também atuava no jornalismo e lançou no final do ano passado a trilogia de livros sob o título “Déja-Vu”.

Opinião do blog – O editor perde um grande Amigo.

Milton Marques é uma referencia de dignidade de conduta, seriedade, ética, empreendedorismo no Estado.

Temperamento afável, transmitia credibilidade.

Demonstrou valor pessoal na medicina, na administração pública, na montagem de um sistema de comunicação e também escritor.

Tudo que executava era com  dedicação, espírito público e o desejo de prestação de  serviços honestos e relevantes ao RN.

Não apenas o nosso estado perde um cidadão de bem e Pai de Família Exemplar.

Deixa a convivência humana, um ser dotado da capacidade de conviver e deixar marcas de inspiração ética em todos os comportamentos.

Que Deus o receba na Eternidade e conforte a sua esposa, filhos, familiares e amigos.

A viabilidade para execução do “anel viário” de Natal foi decisão do então Prefeito Ney Jr, em 2012

Ney Lopes Júnior, prefeito de Natal, encaminhará projeto de lei para apreciação dos vereadores (Foto: Anderson Barbosa/G1)

O atual vereador Ney Lopes Jr salvou o “anel viário” ( Protransporte),  programa que beneficia diretamente a zona norte de Natal, ao  retirar das “gavetas” da Prefeitura de Natal esse projeto vital para o futuro da cidade,  no período em que assumiu a chefia do executivo natalense, em dezembro de 2012. Com visão de futuro, Ney Jr articulou-se com a então governadora Rosalba Ciarlini e por meio de “ato administrativo” viabilizou a execução do “anel viário” através do governo do Estado, que iniciou imediatamente as obras. (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Do editor

Há uma obra em Natal, próxima de ser concluída, cuja verdade em relação aos que contribuíram para a sua realização, necessita ser do conhecimento público, para evitar apropriações indébitas.

Trata-se do “anel viário de Natal” executado através do  Programa de Financiamento de Infraestrutura para o Transporte Coletivo Urbano – Pró-Transporte –, na zona norte da capital e que será a “salvação” daquela área da capital.

Por justiça histórica devem ser relembrados todos aqueles que contribuíram com o Pró-Transporte de Natal.,

Essa obra nasceu, quando era prefeita de Natal, a atual vereadora Vilma de Faria, após a conclusão da ponte Newton Navarro.

No governo de Micarla de Souza,  em que pese o inegável interesse da então Prefeita, o projeto ficou praticamente “parado”, em razão dos recursos estarem disponíveis na CEF, porém a Prefeitura não dispunha do total da contrapartida exigida.

Foi o hoje vereador Ney Lopes Jr, em dezembro de 2012, quando assumiu interinamente a Prefeitura de Natal, quem com visão de futuro, “desengavetou” o anel viário da zona norte (Pro-Transporte) e em combinação com a então governadora Rosalba Ciarlini transferiu a execução do projeto do município de Natal para o Governo do Estado do RN.

De nove intervenções definidas no Pró-Transporte haviam sido encaminhadas pelo executivo municipal, apenas a duplicação da avenida Itapetinga e o viaduto da avenida das Fronteiras.

A partir da decisão corajosa do então prefeito Ney Lopes Jr, o Pró-Transporte adquiriu vitalidade e, à época, de acordo com a Secretária de Infraestrutura do governo estadual, Kátia Pinto, imóveis foram desapropriados, desobstruindo os espaços para o prosseguimento das obras.

Atualmente, o governador Robinson Faria, que sucedeu a governadora Rosalba Ciarlini, dá continuidade ao projeto, que se acha em fase final de conclusão.

O Pró-Transporte disponibilizará cinco grandes intervenções na zona norte de Natal: a construção do Viaduto da Redinha; implantação do Eixo Moema Tinoco/Conselheiro Tristão, implantação do Eixo Fronteiras, conclusão do viaduto das Fronteiras e o prolongamento da Avenida Moema Tinoco.

O projeto ligará, ainda, o Gancho de Igapó à Ponte Newton Navarro, facilitando o acesso dos moradores da Zona Norte de Natal a BR-101, Aeroporto Aluízio Alves e consequentemente a BR 304 (saídas para Touros e para João Pessoa e Recife).

O Pró-Transporte conta com 11km de ciclovia (12 km), que vão trazer grandes melhorias na mobilidade dos moradores, e construção e padronização de 30km de calçadas, além de rotas dos dois eixos alargadas para corredores de ônibus.

Pela relevância dessa obra, o registro do blog é para informar com fidelidade absoluta aos fatos, as impressões digitais, de todos aqueles que ajudaram na concepção e execução do Pró-Transporte (anel viário de Natal).

Advogado Batochio deve deixar defesas de Palocci, Lula e Mantega

Folha

O advogado José Roberto Batochio deve deixar a defesa do ex-presidente Lula. E também a do ex-ministro Antonio Palocci. Ele advoga para os dois petistas na Operação Lava Jato.

ÉTICA
De acordo com pessoas do círculo íntimo de Batochio, ele enfrenta um dilema ético diante da conduta adotada em décadas de advocacia: por um lado, sempre disse execrar o instituto da delação premiada. Como Palocci já negocia a colaboração com o Ministério Público Federal, ele não teria como permanecer no caso.

MEMÓRIA
Permanecer na defesa de Lula traria um outro problema. Como é provável que Palocci, para efetivar a delação, mire seu canhão no peito do ex-presidente, Batochio seria obrigado a confrontá-lo, classificando todas as eventuais declarações do ex-ministro como mentirosas. O problema é que ele advogou para Palocci por dez anos, absolvendo-o em uma dezena de processos. E não teria como, agora, voltar-se contra ele nos tribunais.

PRECEDENTE
Se Batochio deixar mesmo a defesa de Lula, será a segunda baixa na equipe de advogados do ex-presidente. Em março, o criminalista Juarez Cirino dos Santos deixou o caso.

DATA VENIA
Batochio também advoga para Guido Mantega. Na Lava Jato, no entanto, o ex-ministro da Fazenda passará a ser representado por outro criminalista.

CADA UM NA SUA
No atual estágio das investigações, portanto, cada petista seguirá caminhos diferentes e possivelmente divergentes de defesa.