Artigo de Ney Lopes publicado em Brasília de análise da operação “carne fraca”

Artigo de Ney Lopes, publicado no Diário do Poder, de Brasília, DF

Os fatos revelados na “Operação Carne Fraca” chocam o país e provocam controvérsias.

Uma das ilações políticas se vincula ao debate sobre a necessidade do “estado mínimo” no país, assim entendido como a diminuição da influência estatal em todas as esferas da sociedade, principalmente na área econômica.

Esse conceito se contrapõe ao estado intervencionista, que significa menos abertura para a iniciativa privada e maior regulação.

Em verdade tratam-se de duas concepções extremas.

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Temer diz que financiamento público só serve com lista fechada

Em entrevista a Roberto D’Avila, na GloboNews, na noite desta quarta-feira, o presidente Michel Temer defendeu que a aprovação do financiamento público de campanha, na reforma política, teria que estar vinculada à lista fechada de candidatos.

Ele reconheceu, no entanto, que há muita resistência ao modelo:

— O dinheiro público só pode se juntar à ideia de uma lista de candidatos.

O dinheiro vai para o partido.Mas eu senti que há muita resistência a isso.

A levar-se adiante a ideia de um fundo público, ele só pode se destinar a partidos e não a candidatos.

Em resposta à ex-presidente Dilma Rousseff, Temer afirmou que “os que se dizem fortes destruíram o país”:

— Se eu for fraco e consegui fazer o que fiz pelo país, eu prefiro ser fraco do que ser forte. Os que se dizem fortes destruíram o país.

As pessoas confundem educação, principalmente educação cívica, educação pessoal, com eventual fraqueza.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico” na semana passada, Dilma chamou Temer de “um cara extremamente frágil, fraco e medroso”.

Para Temer, a discussão sobre a paternidade da transposição do rio São Francisco é uma discussão “inútil”. (Globo)

Opinião do blog – O financiamento público realmente se ajusta à chamada lista fechada, cujo nome, na verdade, é “lista partidária”, acordo com o modelo global.

Todavia, a lista partidária exige partidos ideologicamente fortes e em pequeno número.

Ao votar o eleitor escolhe o partido, sabendo os nomes daqueles que são inscritos na sigla.

O compromisso posterior, no exercício do mandato, é com a ideologia do partido votado.

No Brasil de hoje isso é impossível de acontecer.

São mais de 30 partidos, com os seus dirigentes ávidos pelas verbas do Fundo Partidário.

Seria necessária uma ampla reforma política, eleitoral e partidária no país, que começasse pela redução do número de partidos.

A aprovação da regra, como pretende o Congresso,  de que a partir de 2018 quem tenha mandato ficará nas primeiras posições da lista, tornará a mudança catastrófica.

Dará apenas a garantia de impunidade, com a garantia de reeleição da grande maioria dos implicados na Lava Jato.

Polícia britânica detém várias pessoas suspeitas de ligações a ataque de Londres

A polícia britânica efetuou esta madrugada várias detenções em Birmingham numa operação relacionada com o ataque de Londres, que ontem fez cinco mortos e 40 feridos.

Segundo a Sky News, as autoridades invadiram uma casa no bairro de Edgbaston e detiveram um número ainda não determinado de pessoas.

Segundo uma testemunha afirmou à Press Association, um dos suspeitos da autoria do ataque em Westminster morava ali.

A polícia permanece no local, mas as estradas nas imediações do local já foram reabertas.

A polícia britânica, que afirmou tratar o incidente ocorrido na quarta-feira junto ao parlamento britânico “como terrorismo até prova em contrário”, declinou confirmar se a operação levada a cabo em Birmingham está relacionada com o atentado.

Segundo o mais recente balanço oficial, cinco pessoas morreram e 40 outras ficaram feridas na sequência do ataque junto ao parlamento britânico, quando um homem ao volante de uma viatura atropelou vários transeuntes na ponte de Westminster e apunhalou depois um polícia.

As vítimas mortais são três civis, um polícia e o atacante, que foi abatido pelas forças de segurança, indicou na noite de quarta-feira o chefe da unidade antiterrorista da polícia de Londres, Mark Rowley.

A mesma fonte recusou comentar a identidade do atacante, mas sublinhou que a Scotland Yard trabalha na hipótese de que atuou “inspirado no terrorismo internacional”.

A investigação, em que participam centenas de agentes, “está a avançar rapidamente”, explicou.

A polícia está a concentrar a investigação na “motivação e preparação” do suspeito e de possíveis “associados”, disse, salientando que estão a ser interrogadas centenas de testemunhas e analisadas imagens de câmaras de segurança.

O comandante confirmou que o Reino Unido não vai aumentar o nível de alerta terrorista e vai manter o nível “severo”, o quarto numa escala de cinco.

Mark Rowley disse, no entanto, que as forças de segurança organizaram dispositivos adicionais em todo o país. (Diário de Notícias, Portugal)

Recuo do governo retira 86% dos servidores da reforma da Previdência Social

A decisão do presidente Michel Temer de retirar os servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência deixa 86% do funcionalismo público em atividade no País fora do alcance da PEC que altera as regras de aposentadorias e pensões.

Do total de 6,214 milhões de servidores (União, Estados e municípios), 5,362 milhões não farão parte da reforma.

O cálculo foi feito pelo consultor legislativo do Senado Pedro Fernando Nery, especialista em Previdência.