Planalto tenta conter ameaça de rebelião após ataques de Maia

Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusar o PMDB e o governo de dar uma “facada nas costas” do DEM, o presidente Michel Temer assumiu a articulação para apaziguar a base. Temer reuniu auxiliares e disse que conversaria com Maia para resolver o problema.

As declarações do deputado foram feitas no momento em que Temer precisa de apoio para barrar a segunda denúncia contra ele.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 10 votos a 1, que a acusação apresentada pelo ex-procurador- geral da República Rodrigo Janot contra o presidente deve ser encaminhada à Câmara.

O desabafo de Maia foi feito após assédio do PMDB a parlamentares do PSB que negociavam transferência para o DEM.

O partido de Temer conseguiu, recentemente, filiar o senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB).

Pelo menos outros seis deputados do PSB que migrariam para o DEM foram procurados pela cúpula do PMDB.

Anúncios

Reforma política será resumida em criar fundo bilionário para pagar campanhas

Claudio Humberto – http://bit.ly/1EgxbFr

Até parece que os projetos de reforma política que tramitam no Congresso foram propostos apenas para abrir caminho à criação do “fundão” eleitoral que garanta o financiamento público de campanhas eleitorais dos políticos brasileiros.

É um raro consenso, que une esquerda e direita, opositores e governistas, ainda que proclamem o contrário.

Desde 2016, doações de empresas privadas estão proibidas.

A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Um projeto de lei, mais fácil de aprovar, criaria o fundo de R$1,5 bilhão administrado pelo TSE, com verba de TV e rádio.

Outro projeto, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), pretende elevar o valor do fundo eleitoral usando o dinheiro das emendas parlamentares.

Caso seja aprovado, o fundão eleitoral faria o orçamento do Tribunal Superior Eleitoral superar o limite do teto dos gastos públicos.

Fontes no Congresso revelam que uma nova PEC criaria exceção ao teto do TSE e, por não tratar de eleição, também valeria em 2018.

Protesto de trabalhadores do “pró-sertão” em Natal

Em Natal, ontem, 21, o protesto de trabalhadores da empresa Guararapes, em relação a ação movida pelo Ministério Público do Trabalho, que envolve as “facções” de produção de confecções no interior do estado. Ao término do protesto os participantes recolheram panfletos jogados na rua, para manter o espaço limpo. A próxima manifestação está marcada para o sábado, 23, em Parelhas, cidade com grande número de trabalhadores de facções têxteis que integram o programa Pró-Sertão.

Horário de verão pode ser extinto; governo decidirá nas próximas semanas

A menos de um mês para começar o horário de verão, o governo federal vai decidir, nas próximas semanas, se a medida será ou não extinta no país.

Responsável pela questão, o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou a ata à Casa Civil da Presidência da República e espera uma resposta.

Se o presidente Michel Temer bater o martelo depois de 15 de outubro, data prevista para começar o horário de verão deste ano, a hora será adiantada normalmente e a decisão sobre a possível extinção da medida só valerá a partir de 2018.

O documento, produzido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o MME, constatou que a hora adiantada não tem relação direta entre a redução de gastos e o consumo de energia elétrica e sua produção.

Segundo o relatório, a manutenção do horário de verão é considerada uma “questão cultural”. “Em termos integralizados (diurno e noturno), o horário de verão não atendeu ao que se propôs – ou seja, não há relação direta com redução de consumo e demanda”, mostrou estudo.

A popularização dos aparelhos de ar condicionado é uma das principais razões dessa mudança.

No relatório, técnicos do MME apontaram que a temperatura é o que mais influencia nos hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia.

Como o calor é mais intenso no fim da manhã e no início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesses períodos.

De acordo com dados do ONS, o horário de ponta ocorre, atualmente, entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h, período em que os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho.

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permite, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas – o que adia parte da demanda e reduz a concentração do uso de energia, diminuindo custos do sistema elétrico.

Apesar do novo estudo, no ano passado, ainda segundo dados do MME, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, ao reduzir o acionamento de usinas termoelétricas. O custo é considerado irrelevante para o setor.

A primeira vez que o Brasil adotou o horário de verão foi em 1931.

Desde 1985, ele é aplicado todos os anos.

Flávio Rocha, presidente da Riachuelo pede desculpas por criticar procuradora

Estado de São Paulo

O presidente da Riachuleo, Flavio Rocha, pediu desculpas à procuradora do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte, Ileana Mousinho nesta quinta-feira, 21, após se manifestar contra uma ação que pede R$ 37,7 milhões de indenização à varejista por terceirizar a produção com condições trabalhistas piores que as dos funcionários diretos da empresa.

Rocha  havia usado as redes sociais para convocar uma manifestação em frente ao Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte.

Em postagem direcionada à procuradora Ileana Neiva Mousinho, o executivo diz que ela persegue a companhia.

“Ao nos expulsar do nosso próprio Estado, a senhora nos obrigou a construir nossas fábricas em outros Estados e países, que nos recebem com o respeito que merece quem cria empregos e riqueza.

A iniciativa é toda dela. É uma coisa pessoal”, diz, ao citar “visão marxista” como razão para a suposta perseguição.

Nas redes sociais, o empresário acusa a procuradora de “ódio” e diz que “todo o mal” que ela tem causado à companhia “recai sobre os trabalhadores”.

Ele diz que o piso salarial do setor tem como referência o salário mínimo e os valores são semelhantes na fábrica própria, nos arredores de Natal, e nas pequenas confecções terceirizadas.

Mais tarde, Rocha se desculpou com a procuradora, também pelas redes sociais.

“Ao defender os interesses da Guararapes Confecção, não quis atingir a honra da procuradora.

Se fui enfático nas críticas foi porque o que está em jogo é o emprego de milhares de pessoas.”

Ele, no entanto, manteve sua posição em relação à terceirização.

“Reafirmo, no entanto, minha posição a favor de práticas trabalhistas mais modernas, já aprovadas pela recente reforma, em linha com o que se pratica na grande maioria dos países.”

Reprodução de mensagem no perfil do presidente da Riachuelo, Flavio Rocha