Para influírem no Poder político, empresários do RN tentarão em 2018 o mesmo projeto de 2014

Do editor

Começa a desenhar-se no cenário político estadual da eleição de 2018, a estratégia político-empresarial, que permitirá a presença direta e pessoal no Poder, de representantes da iniciativa privada, com ambições políticas.

Essa tentativa teve início em 2014 no RN, quando o “acordão” de Henrique Alves, José Agripino e Vilma foi montado às claras, sob o patrocínio de empresas e entidades empresariais do Estado.

A meta dessa estratégia, com apoio à época do PMDB-RN e DEM-RN, seria eliminar intermediários, afastar e “sepultar vivo”, definitivamente, sem dó nem piedade,  nomes e militantes da política potiguar, à época sem mandatos, o que permitiria às empresas privadas, por meio de nomes pré definidos,  serem representadas no Executivo e Legislativo por elas mesmas, através de nomes escolhidos “a dedo”, dentro desse segmento social.

Nessa hipótese, os poucos espaços restantes – locais e nacionais – seriam ocupados minoritariamente pelo PT e aliados, respeitado “acordo prévio de boa convivência” firmado no estado com alguns dos possíveis vitoriosos na coligação Henrique-Vilma.

Tudo parecia “certinho”, por ter sido “urdido” sob absoluto sigilo e a presumida proteção do anonimato (para alguns) nos bastidores locais.

Esqueceram que, em política, esses “expedientes” de “extrema habilidade e genialidade !!!“, quase sempre dão errado, como acabou acontecendo em 2014.

A maior vítima do “rolo compressor” montado foi a então governadora Rosalba Ciarlini, vetada pelo seu próprio partido à reeleição, que optou por apoiar os adversários tradicionais Henrique e Vilma.

Como pretendente à candidatura ao Senado, o editor do blog inclui-se entre as vítimas.

Foi politicamente “decapitado” por quem ajudou a montar o “acórdão”.

Rosalba já deu a “volta por cima”.

Hoje é prefeita de Mossoró e a maior liderança político-eleitoral do estado.

Faltam outras vítimas de 2014 entoarem em 2018 , juntos com Rosalba,  o mote do samba de Paulo Vanzolin: “chorei não procurei esconder; reconhece a queda e não desanima; levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Percebe-se a repetição em 2018 da busca de participação dos empresários locais na política, através da obtenção de mandatos eletivos.

A diferença é que em 2014 foi uma arquitetura política de “bastidores”, sem que a aparecessem as “caras” para o grande público.

Agora há mais agressividade e objetividade: os nomes são anunciados para disputas em votação direta.

O conterrâneo Flávio Rocha, dono da Riachuelo e membro do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, misto de político e empresário (já exerceu mandatos de deputado federal), resolveu relançar-se na política nacional, o que sempre foi o seu desejo, desde muito tempo.

A sua pretensão é candidatar-se à Presidência da República, o que já tentou anos passados.

O Rio Grande do Norte, por ser a sua terra natal, é prioridade no projeto Flávio Rocha, inclusive indicando nomes empresariais para as eleições proporcionais e majoritárias.

Quarta próxima, 21, ele reunirá em Natal, no Teatro Riachuelo, a partir de 17 horas, convidados especiais para participarem do lançamento do chamado Movimento Brasil 200.

Esse movimento tem como princípio um manifesto, em defesa de projeto verdadeiramente liberal para a economia brasileira nos próximos quatro anos, anunciado recentemente na cidade de Nova York.

O “Brasil 200” faz referência aos 200 anos de independência do país, que será comemorado em 2022, ano em que encerra o mandato do futuro presidente eleito.

Para o Brasil 200 é necessário que o país aproveite as atuais eleições para enfrentar o debate da redução do tamanho do Estado, em prol de maior desenvolvimento ao país e mais oportunidades aos cidadãos.

Segundo notícia do AGORA RN, no Rio Grande do Norte o primeiro esboço de candidaturas, originárias do Movimento Brasil 200, seria com o setor produtivo representado numa chapa “puro sangue” formada por Marcelo Alecrim (Grupo Ale) e Tião Couto (setor petrolífero) como candidatos ao Senado e Luiz Roberto Barcelos – “o rei do melão” (Agrícola Famosa), como postulante ao Governo do estado.

Para a Presidência da República, o nome seria o de Flávio Rocha, cujo vice, ainda não escolhido.

Nada a opor às pretensões político-eleitorais do empresariado potiguar e do Movimento Brasil 200, liderado pelo conterrâneo Flávio Rocha.

Todos são cidadãos brasileiros e têm o direito legítimo e incontroverso de participarem da cidadania, em função dos seus interesses.

Caberá ao povo decidir na urna livre, o que deseja para o futuro coletivo.

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