Radicais, semelhantes aos nazistas derrotados desde 1945, voltam ao poder na Alemanha

A CDU (União Democrata-Cristã), partido de Angela Merkel, venceu a eleição na Alemanha com 33% dos votos.

A chanceler manterá o cargo, mas, em seu quarto mandato, terá menos apoio num Parlamento mais fragmentado que o atual.

O resultado traduz o encolhimento da sigla de Merkel, que obteve oito pontos a menos do que em 2013.

A maior novidade do pleito foi a ascensão da AfD (Alternativa para a Alemanha).

A sigla de direita ultranacionalista alcançou 13% dos votos e terá direito a cadeiras no Parlamento.

É a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra, em 1945, que um partido com discurso xenófobo ocupará assentos no Legislativo alemão.

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Trocas partidárias batem recorde e geram atrito na base

Um em cada quatro deputados da atual legislatura já trocou de partido.

Desde janeiro de 2015, foram 124 dos 513, ou 24,17%.

Deles, 31 mudaram mais de uma vez. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o partido de Michel Temer por filiar deputados cobiçados por sua sigla.

Segundo dados da Câmara, foram quase 400 trocas desde 2007, quando o STF determinou que mandatos pertencem a partidos.

Do total, 160 ocorreram desde 2015, um recorde.

Merkel é tetra na Alemanha, mas negociará governo de coalizão

Coluna de Cláudio Humberto : http://bit.ly/1EgxbFr

Mais uma vez vitoriosa na eleição da Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel terá de negociar uma nova coalização para exercer seu quarto mandato à frente do governo. Ela é chanceler da Alemanha desde 2005, e dois dos governos que chefiou recebeu o apoio  do Partido Social-Democrata (SPD), segundo mais votado neste domingo.

“A gente esperava mais, mas formarei o governo. É uma responsabilidade estar há 12 anos no governo, continuamos sendo a principal força política do país”, disse Merkel, que se somou à maioria dos alemães que preocupados com a ascensão da Alternativa para a Alemanha (AfD), primeiro partido de extrema direita a ocupar cadeiras no parlamento desde Adolf Hitler. “É necessário entender as razões desse ingresso”, disse ela.

“Temos que cuidar da Alemanha, temos que prestar atençao na justiça social, temos que trabalhar para uma União Europeia mais forte e temos que lidar também com a questão das migrações”, declarou Merkel, salientando que “todas as forças e também a calma serão empenhados nesse esforço”.

Pesquisa de boca de urna aponta que o partido de Merkel obteve 32,5% dos votos, contra 20% da SPD. O partido de extrema-direita, Alternativa para a Alemanha (AfD), teria ficado em terceiro lugar, com 13,5% dos votos, entrando pela primeira vez no Bundestag, o Parlamento alemão. O partido liberal (FDP) teria alcançado 10,5%, o Partido Verde 9,5% e a extrema-esquerda do Die Linke 9%.

Coreia do Norte condena Trump em carta enviada à deputados internacionais

A carta, cujos destinatários não foram revelados, foi enviada pelo Comité de Assuntos Exteriores da Assembleia Popular Suprema (parlamento) no domingo e condena os comentários “ignorantes” que Trump fez no seu discurso na ONU na semana passada, onde ameaçou “destruir totalmente a Coreia do Norte”.

Pyongyang classificou os comentários de Trump como “um insulto intolerável para com o povo coreano, uma declaração de guerra contra a RPDC (República Popular Democrática de Coreia, nome oficial do país) e graves ameaças contra a paz mundial”.

Se Trump acredita que pode pôr a RPDC, uma potência nuclear, de joelhos com a sua ameaça de uma guerra nuclear é um grande erro de cálculo e ignorância“, indica a missiva citada pela KCNA.

A Coreia do Norte considera que “desde o seu primeiro dia em funções, Trump realizou práticas arriscadas e arbitrárias, descartando as leis e acordos internacionais”, pelo bem-estar dos Estados Unidos, “à custa do resto do mundo”, e na carta instou os deputados internacionais a vigiarem Washington.

 Pyongyang sublinhou a sua “convicção” de que os deputados que “amam a independência, a paz e a justiça aproveitariam esta ocasião para cumprir as suas missões e deveres”, vigiando os “atos atrozes e imprudentes da Administração Trump”, que está a tentar levar o mundo “para um horrível desastre nuclear”.

Temer diz que deve manter horário de verão

O presidente Michel Temer afirmou neste domingo (24) que deve manter a adoção do horário de verão em 2017.

O governo discutia a conveniência ou não de adotar a mudança no relógio neste ano.

De acordo com o G1, o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que o tema foi um dos mais discutidos durante a reunião com Temer e aliados no Palácio do Jaburu, em Brasília.

“A avaliação de todos que participaram da reunião é uma avaliação no sentido de se manter o horário [de verão], mas essa decisão será tomada posteriormente pelo presidente e pelo ministro da pasta [de Minas e Energia]”, afirmou.

Lembrando que o horário de verão deve entrar em vigor no dia 15 de outubro, caso nenhuma mudança seja anunciada nos próximos dias.